METRÓPOLES: Brasiliense Vovó Vicky, da Vida Positiva, é atração do “Encontro”

Atualizado: 3 de Out de 2019



Vicky Tavares, fundadora da ONG Instituto Vida Positiva, que atende crianças e adolescentes que convivem com HIV-Aids no DF, é atração do “Encontro com Fátima Bernardes”. No programa, ela apresentou a famosa “farofinha solidária”, que muita gente diz ser a melhor da cidade.


Com o dinheiro arrecadado na venda, ela consegue bancar o “lanche positivo”, montado e distribuído gratuitamente aos pacientes atendidos pela coleta de sangue para medição da carga viral em alguns hospitais públicos. Cada kit possui dois biscoitos e um suco. Eles são montados por voluntários aos sábados e entregues nos hospitais no início da semana.


“Se eu puder dizer uma palavra quando vejo vocês, é esperança. Há esperança”, disse Fátima Bernardes.

Vicky contou que a instituição nasceu há mais de 10 anos, quando teve contato com pessoas que sofriam com complicações da doença. Ao perceber a falta do tratamento mais humanitário, resolveu ajudar e mergulhou de cabeça na causa.



A casa de apoio fica na 711 sul e atende crianças e jovens de 7 a 22 anos. Os jovens têm alimentação completa, banho, remédios, são matriculados em escolas e frequentam aulas de esportes. Além disso, 134 famílias registradas recebem ajuda.


Renda e despesas da farofa solidária


O maior gasto atual da ONG é a mão de obra. Apesar de muitos serviços serem feitos por voluntários, a instituição tem funcionários registrados, custando encargos sociais. Além das contas de água, luz e aluguel. O tratamento dentário das crianças também é particular, muitas usam aparelho.


Vicky também deixa “vale almoço” nos hospitais. Muitas pessoas que precisam fazer exames não têm dinheiro para se alimentar após o procedimento e pegam um desses tickets.


Depois, seguem para a casa de apoio da ONG e recebem uma refeição. São entregues de 25 a 30 almoços por semana.


O Vida Positiva também faz doação de leite materno às mães soropositivas, já que elas não podem amamentar, pois poderiam infectar os filhos. O lucro da farofinha ajuda a pagar todas essas contas e a dar continuidade aos projetos. O novo plano da vovó Vicky é ter uma cozinha industrial para aumentar a produção da bendita farofa.


Fonte: Rafaela Lima para Metrópoles

Fotos: Giovanna Bembom

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